
Fortaleza do século dezoito encanta Macapá
A maior fortificação colonial construÃda pelos portugueses está aberta ao público semanalmente. Depois de mais de uma década de escavações arqueológicas, o trabalho de restauração devolveu à Fortaleza de São José de Macapá seu formato original de tartaruga. Ao lado, foi construÃdo o Parque do Forte que com suas pistas para caminhadas, área verde e amplo passeio público se transformaram num grande ponto de encontro da capital do Amapá.
A fortaleza é uma impressionante obra representativa da arquitetura militar do século 18. Foi projetada pelo arquiteto italiano Henrique Antônio Gallucio, que morreu sem ver a obra finalizada. Presume-se que o arquiteto tenha contraÃdo a malária dos trópicos. Toda a estrutura da fortaleza foi construÃda por escravos e por Ãndios capturados nas redondezas.
A construção foi autorizada pelo imperador D. José I, por sugestão do Marquês de Pombal, em 1764, logo depois da assinatura do Tratado de Madri, que redefiniu os limites das possessões portuguesas na América do Sul. Foi inaugurada em 1782.
Desde então, o forte reina imponente, como uma espécie de guardião de Macapá. Fica na margem esquerda do Amazonas, sempre acariciado pelas sossegadas águas do grande rio, que avançam para o Atlântico, já na foz, no final de seu curso, que começa 5.825 quilômetros antes, nos Andes peruanos.
A fortificação tinha por função impedir invasões pelo Amazonas. Foi construÃda na forma de um quadrado com quatro baluartes pentagonais nos vértices, todos abrigando canhões. Esses baluartes foram a maior novidade bélica quando do inÃcio da construção da fortaleza. Permitiriam que o alcance de seus 60 canhões jamais deixasse um ângulo cego para que o inimigo pudesse se proteger. A polÃcia foi acionada após moradores relatarem intenso tiroteio no local por volta da 1h30, quando uma facção rival, do Morro São João, tentou invadir a favela. Três corpos foram encontrados, segundo a PM.
Além do mais, Portugal tinha desenvolvido uma técnica que permitia dar tiros rentes à superfÃcie da água, o que dificultaria a defesa dos navios invasores, conta o historiador Hermano Araújo, que administra o forte. Mas de lá nunca saiu um tiro. Ninguém invadiu a Colônia pela Foz do Amazonas. Em 1950, a fortaleza foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e ArtÃstico Nacional (Iphan).
Por influência do que já fizera o francês Sébastien Le Prestre, o Marquês de Vauban, estrategista em defesa, nomeado marechal de França pelo rei Luiz XIV, a Fortaleza de São José foi planejada com várias posições defensivas complementares. De forma que, se o inimigo conseguisse ultrapassar o limite de fogo dos canhões, encontraria sempre uma unidade de defesa.
Fortaleza de São José uma das Sete Maravilhas Brasileiras
O ranking do Concurso Caras As 7 Maravilhas Brasileiras promovido pela Revista Caras apontou a Fortaleza de São José de Macapá como uma das maravilhas do Brasil. O monumento alcançou a liderança da disputa na última sexta-feira, 14, após ocupar a quinta e a terceira colocações. No dia 9 deste mês, a revista divulga na internet o resultado do concurso.
O concurso promovido pela revista selecionará as 7 maravilhas do Brasil. A escolha foi feita pelos internautas que puderam (no perÃodo de 08 de outubro de 2007 a 31 de dezembro de 2007) votar escolhendo as sete maravilhas de sua preferência e acompanhar o ranking das dez mais votadas.
A Fortaleza de São José, que durante as duas primeiras semanas não figurou entre as 10 mais votadas, saltou para a quinta colocação durante a Expofeira do Amapá, por conta da campanha encabeçada pelo governador do Amapá Waldez Góes durante a inauguração do Shopping Institucional.
Com a participação maciça dos internautas amapaense, a Fortaleza passou da terceira para a primeira colocação em uma semana. Até o fim da tarde do último dia do ano, a Fortaleza liderava com mais de 7% da preferência. O segundo colocado tinha 5 % da preferência dos internautas.
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